Tá aqui dinovo aquele vazio,
O espaço que não se preenche
E nem será preenchido
A falta daquilo que abuso
No segundo segundo.
Uma tristeza ambígua.
A vontade de chegar
O medo e a preguiça de ir.
Tá aqui, eu e minhas folhas
E meus papeis e minhas vontades
E minha plenitude.
Só assim sou herói,
Quando abuso de mim.
No vazio dos meus dias
Das minhas caras
Das minhas almas
Só nas minhas linhas
Não sou vazio.
Nunca fomos retas
Nunca fomos sóbreas,
Fomos apenas linhas
Nas escritas tortas.


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