No princípio de tudo, a dor
O meu andar desajeitado
Me esgueirando de olhos famintos
A julgarem minha paz
O meu andar e andar
Sempre com a cara pro chão
O meu não olhar pro céu
Que me pesa em cascata
E me reflete só um ser só
Só mais um céu
Um céu cheio de estrelas e tão vazio
O mesmo céu de todo dia
Eu vazio pelas ruas da cidade
As mesmas ruas da mesma cidade
Habitualmente vazia
Arrasto meu olhar vago
Pelas feições vazias e olho pro chão
O mesmo chão de todo dia.
Então eu escrevo e escrevo
Meu castigo por não saber chorar
Meus olhos que ja não são os de outros dias
Beberam minhas lágrimas
Por isso desabo em prantos de palavras
As mesmas palavras dos olhos vagos
No caderno cheio de todos os dias
No quarto trancado
Do mesmo ser solitário
De olhos vazios de todos os dias.

Nenhum comentário:
Postar um comentário