
A solidão calçada em tamancos de pau
A fazer sarau de poesias ao meu redor.
Uma trouxa de roupas sujas
Esperando o banho de suor do meu emprego.
As vezes adormeço ali na encosta
E é quando o abismo do medo desaba sobre mim e
Sofia na calada da noite, chama meu homem pra deitar com ela
E ouvir o sexo sombrio e doloroso dos gatos
Que saltam sobre o meu telhado.

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